Saúde da mulher exige prevenção contínua além das campanhas de Outubro Rosa
Enfermeira destaca exames de rotina, vacinação e hábitos saudáveis para prevenir doenças ao longo do ano
A prevenção da saúde da mulher deve ir além das campanhas de conscientização e fazer parte da rotina durante todo o ano. Embora o Outubro Rosa reforce a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e do câncer do colo do útero, os cuidados também envolvem consultas regulares, vacinação, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e atenção às mudanças no próprio corpo. Segundo Nathalia Carvalho, enfermeira e coordenadora do curso de Enfermagem da Estácio, a prevenção contínua permite acompanhar as necessidades de saúde em diferentes fases da vida e identificar possíveis alterações que precisam de avaliação profissional. “O Outubro Rosa é um momento importante para reforçar a conscientização sobre o câncer de mama e o de colo de útero, mas a prevenção precisa acontecer durante todo o ano”, orienta.
No caso do câncer do colo do útero, a vacinação contra o HPV, vírus associado à maioria dos casos da doença, e a realização do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, são medidas importantes. O exame deve seguir as recomendações dos profissionais de saúde, considerando as orientações vigentes e as necessidades de cada paciente. A identificação de alterações nas células do colo do útero possibilita o acompanhamento e, quando necessário, o tratamento de lesões que podem evoluir para um câncer. A vacinação, por sua vez, contribui para prevenir infecções pelos tipos de HPV relacionados ao desenvolvimento da doença. A combinação dessas estratégias fortalece a prevenção e amplia as possibilidades de diagnóstico oportuno.
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Outro aspecto fundamental é conhecer o próprio corpo e procurar atendimento diante de alterações persistentes. Entre os sinais que merecem atenção estão nódulos nas mamas, mudanças na pele ou nos mamilos, secreções mamárias inesperadas, sangramentos vaginais fora do padrão habitual e dores pélvicas constantes. Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, mas precisam ser avaliados por um profissional de saúde para determinar a necessidade de investigação. A enfermeira ressalta que a observação dessas mudanças deve estar associada ao acompanhamento preventivo, sem substituir consultas e exames indicados conforme a idade, o histórico e as condições de saúde de cada mulher.
O cuidado integral também inclui saúde sexual e reprodutiva, atenção à saúde mental, prevenção de doenças crônicas e manutenção de hábitos saudáveis. Essas necessidades podem mudar ao longo da vida, tornando importante o acompanhamento regular com profissionais de saúde e a realização dos exames recomendados individualmente. Para Nathalia Carvalho, campanhas como o Outubro Rosa são oportunidades para ampliar a informação e estimular a prevenção, mas não devem concentrar os cuidados em apenas um período do ano. “Cuidar da saúde significa olhar para a mulher de forma integral. As campanhas são importantes para chamar atenção para determinados temas, mas o acompanhamento e a prevenção não podem ficar restritos a um único mês do ano”, destaca.
Fonte: Ícone Comunicação