Presidente do Peru propõe proibir cabelo longo para meninos nas escolas

Projeto também restringe maquiagem, unhas pintadas e celulares e prevê expulsão por infrações graves

Por Redação do Portal AZ,

A presidente do Peru, Keiko Fujimori, apresentou um projeto de decreto com novas regras de disciplina para escolas públicas do país. Entre as medidas estão a proibição de cabelos compridos para meninos, maquiagem, unhas pintadas, brincos e piercings, além de restrições ao uso de aparelhos eletrônicos no ambiente escolar.

Foto: MARTIN BERNETTI / AFPKeiko Fujimori
Keiko Fujimori

Anunciadas na segunda-feira (12), as diretrizes fazem parte de uma iniciativa do governo para reforçar a autoridade dos professores e combater a violência nas escolas. O texto está em consulta pública por 15 dias e ainda precisa passar pelas etapas necessárias antes de entrar em vigor, o que está previsto para o fim do ano.

O projeto também estabelece regras para o comprimento das saias escolares, que não poderão ficar acima dos joelhos, e proíbe cabelos tingidos. As instituições privadas poderão manter seus próprios códigos de conduta, enquanto as novas diretrizes serão destinadas à rede pública.

Expulsão por faltas graves

A proposta prevê punições graduais para infrações cometidas pelos estudantes. Entre as condutas consideradas graves estão bullying, violência sexual, extorsão, uso de drogas e porte de armas de fogo ou objetos cortantes. Esses casos poderão resultar na expulsão do aluno.

Ao anunciar as medidas, Keiko afirmou que pretende recuperar a disciplina nas salas de aula. Segundo a presidente, a escola deve estabelecer limites e reforçar as responsabilidades dos estudantes.

O governo defende que as novas regras ajudarão a garantir um ambiente escolar mais seguro e fortalecerão a autoridade de professores e diretores.

As diretrizes provocaram críticas de organizações de direitos humanos e grupos feministas. A Coordenadora Nacional de Direitos Humanos do Peru classificou o projeto como populista e autoritário, enquanto entidades feministas questionaram a eficácia de controlar a aparência dos estudantes para combater a violência escolar.

As críticas também apontam que regras sobre cabelo, maquiagem e vestimenta podem reforçar estereótipos de gênero e desviar a atenção de problemas estruturais da educação.

Fonte: Portal AZ

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