Presidente do Peru propõe proibir cabelo longo para meninos nas escolas
Projeto também restringe maquiagem, unhas pintadas e celulares e prevê expulsão por infrações graves
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A presidente do Peru, Keiko Fujimori, apresentou um projeto de decreto com novas regras de disciplina para escolas públicas do país. Entre as medidas estão a proibição de cabelos compridos para meninos, maquiagem, unhas pintadas, brincos e piercings, além de restrições ao uso de aparelhos eletrônicos no ambiente escolar.
Anunciadas na segunda-feira (12), as diretrizes fazem parte de uma iniciativa do governo para reforçar a autoridade dos professores e combater a violência nas escolas. O texto está em consulta pública por 15 dias e ainda precisa passar pelas etapas necessárias antes de entrar em vigor, o que está previsto para o fim do ano.
O projeto também estabelece regras para o comprimento das saias escolares, que não poderão ficar acima dos joelhos, e proíbe cabelos tingidos. As instituições privadas poderão manter seus próprios códigos de conduta, enquanto as novas diretrizes serão destinadas à rede pública.
Expulsão por faltas graves
A proposta prevê punições graduais para infrações cometidas pelos estudantes. Entre as condutas consideradas graves estão bullying, violência sexual, extorsão, uso de drogas e porte de armas de fogo ou objetos cortantes. Esses casos poderão resultar na expulsão do aluno.
Ao anunciar as medidas, Keiko afirmou que pretende recuperar a disciplina nas salas de aula. Segundo a presidente, a escola deve estabelecer limites e reforçar as responsabilidades dos estudantes.
O governo defende que as novas regras ajudarão a garantir um ambiente escolar mais seguro e fortalecerão a autoridade de professores e diretores.
As diretrizes provocaram críticas de organizações de direitos humanos e grupos feministas. A Coordenadora Nacional de Direitos Humanos do Peru classificou o projeto como populista e autoritário, enquanto entidades feministas questionaram a eficácia de controlar a aparência dos estudantes para combater a violência escolar.
As críticas também apontam que regras sobre cabelo, maquiagem e vestimenta podem reforçar estereótipos de gênero e desviar a atenção de problemas estruturais da educação.
Fonte: Portal AZ