Estudante de Medicina cria simulador médico com IA e é premiado em congresso

Plataforma permite treinar consultas com pacientes virtuais e aprimorar habilidades clínicas antes da prática real

Por Redação,

Um estudante de Medicina da Afya Faculdade de Parnaíba desenvolveu uma plataforma de simulação clínica com Inteligência Artificial (IA) para ajudar futuros médicos a aprimorar habilidades antes do contato com pacientes reais. A iniciativa de Pedro Miquéias Pessoa França, atualmente no sexto período do curso, recebeu reconhecimento durante a 64ª edição do Congresso Brasileiro de Educação Médica (Cobem). A ideia surgiu quando ele cursava o terceiro período e percebeu a necessidade de ampliar as oportunidades de prática, com um ambiente seguro para simular consultas, testar condutas e identificar pontos que precisavam ser aperfeiçoados.

Foto: Reprodução | DivulgaçãoOk

Desenvolvida sob orientação da professora Tereza Cristina de Carvalho Souza Garcês, coordenadora acadêmica da instituição, a ferramenta permite que os estudantes conduzam atendimentos com pacientes virtuais, solicitem exames e tomem decisões de acordo com cada situação clínica. Um dos diferenciais é a interação dos avatares, que apresentam expressões faciais e reações conforme a abordagem utilizada pelo aluno. Uma comunicação empática pode gerar respostas positivas, enquanto uma postura inadequada pode provocar demonstrações de medo ou angústia, aproximando o exercício de situações que os futuros profissionais poderão encontrar na rotina médica.

Ao final de cada simulação, a plataforma produz um relatório de avaliação, chamado de debriefing, com informações sobre o desempenho do estudante e orientações baseadas nas competências esperadas para o atendimento. Com esse retorno, o aluno consegue reconhecer acertos, identificar falhas e repetir a atividade para aprimorar sua atuação. A proposta prioriza habilidades como raciocínio clínico, comunicação humanizada, segurança do paciente e tomada de decisões. Para a professora Tereza Garcês, a iniciativa demonstra como a tecnologia pode ampliar as possibilidades de treinamento e tornar o aprendizado mais interativo e personalizado, sem deixar de lado a importância do cuidado humanizado.

O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e está em fase de aplicação com estudantes voluntários do terceiro ao oitavo período de Medicina. A iniciativa também recebeu apoio do edital Afycionados por Ciência, da Afya, que contribuiu para transformar a ideia em um projeto de investigação e desenvolvimento. Como próximos passos, Pedro pretende ampliar as trilhas de aprendizagem, incluir novos cenários clínicos e desenvolver avatares que representem diferentes perfis de pacientes. A expectativa é que a ferramenta amplie as oportunidades de prática durante a graduação e contribua para preparar profissionais mais seguros e qualificados para os desafios do atendimento médico.

Fonte: Ícone Comunicação

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