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Rodrigo Maia diz que Bolsonaro desorganiza combate ao coronavírus

Afirma que Mandetta tem apoio

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez críticas fortes a Jair Bolsonaro na manhã desta 6ª feira (3.mar.2020). Ele vê problemas na relação do presidente da República com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do coronavírus.

Rodrigo Maia diz que Bolsonaro desorganiza combate ao coronavírus (Foto:Sérgio Lima)

Na 5ª feira (2.mar), em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que está faltando “humildade” a Mandetta (Saúde) e que ele deveria “ouvir mais” o presidente. Bolsonaro tem defendido que as pessoas voltem ao trabalho, enquanto o ministro prega uma política de isolamento social para que o avanço do vírus seja contido.

“Toda vez que o presidente vem a público para criticar o ministro, ele mais atrapalha que ajuda”, afirmou Maia. “Esse conflito que ele cria agora como o ministro não faz nenhum sentido”, disse o presidente da Câmara.

Ele falou em debate feito por meio de videoconferência organizado pelo jornal Valor Econômico e patrocinado pelo banco Itaú. O video pode ser visto neste link.

“Certamente, se o presidente trocar o ministro, ele vai mudar a política do ministério. Ele não acredita naquilo que o ministro está fazendo, mas ao mesmo tempo ele não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política. Ele fica numa posição dúbia”, disse Rodrigo Maia.

De acordo com o deputado, Mandetta é qualificado e tem feito 1 bom trabalho. “Com todas as dificuldades”, diz Maia, o ministro tem conseguido organizar as ações contra a covid-19, causada pelo vírus. “É fundamental que no meio desse processo a gente não perda 1 nome como o Mandetta”.

Na entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que está “se bicando” com seu subordinado “há algum tempo”. O presidente está muito próximo do diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

Ele adota a mesma linha de Bolsonaro sobre o coronavírus e é apontado como possível postulante ao ministério. Na manifestação de 15 de março, quando o presidente foi criticado por cumprimentar apoiadores mesmo com risco de transmissão da doença, Barra estava filmando a ação de Bolsonaro.

Maia e Mandetta são correligionários, ambos filiados ao DEM. O presidente da Câmara, porém, nega que o ministro tenha sido uma indicação do partido para o governo. “A escolha do Mandetta foi uma escolha dele [Bolsonaro]”, diz Maia.

O deputado afirma que o ministro está bem calçado. “Tem todo nosso apoio eu digo como sociedade, como cidadão. Como presidente da Câmara, nem se fala”, disse.

“Parece que o presidente é comentarista de seu próprio governo, tenta transferir a responsabilidade para os outros”, afirmou o demista.

Maia também mencionou o atrito entre Bolsonaro e os dirigentes dos Executivos estaduais: “Os governadores seguem a orientação do ministro indicado pelo presidente e o presidente ataca os governadores”. Os Estados têm adotado medidas restritivas para conter o coronavírus.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), principalmente, tem se colocado como voz contrária a Bolsonaro. O tucano e o presidente da República fazem 1 jogo político arriscado.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez críticas fortes a Jair Bolsonaro na manhã desta 6ª feira (3.mar.2020). Ele vê problemas na relação do presidente da República com seu ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em meio à pandemia do coronavírus.

Rodrigo Maia diz que Bolsonaro desorganiza combate ao coronavírus (Foto:Sérgio Lima)

Na 5ª feira (2.mar), em entrevista à rádio Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que está faltando “humildade” a Mandetta (Saúde) e que ele deveria “ouvir mais” o presidente. Bolsonaro tem defendido que as pessoas voltem ao trabalho, enquanto o ministro prega uma política de isolamento social para que o avanço do vírus seja contido.

“Toda vez que o presidente vem a público para criticar o ministro, ele mais atrapalha que ajuda”, afirmou Maia. “Esse conflito que ele cria agora como o ministro não faz nenhum sentido”, disse o presidente da Câmara.

Ele falou em debate feito por meio de videoconferência organizado pelo jornal Valor Econômico e patrocinado pelo banco Itaú. O video pode ser visto neste link.

“Certamente, se o presidente trocar o ministro, ele vai mudar a política do ministério. Ele não acredita naquilo que o ministro está fazendo, mas ao mesmo tempo ele não tem coragem de tirar o ministro e mudar oficialmente a política. Ele fica numa posição dúbia”, disse Rodrigo Maia.

De acordo com o deputado, Mandetta é qualificado e tem feito 1 bom trabalho. “Com todas as dificuldades”, diz Maia, o ministro tem conseguido organizar as ações contra a covid-19, causada pelo vírus. “É fundamental que no meio desse processo a gente não perda 1 nome como o Mandetta”.

Na entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que está “se bicando” com seu subordinado “há algum tempo”. O presidente está muito próximo do diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres.

Ele adota a mesma linha de Bolsonaro sobre o coronavírus e é apontado como possível postulante ao ministério. Na manifestação de 15 de março, quando o presidente foi criticado por cumprimentar apoiadores mesmo com risco de transmissão da doença, Barra estava filmando a ação de Bolsonaro.

Maia e Mandetta são correligionários, ambos filiados ao DEM. O presidente da Câmara, porém, nega que o ministro tenha sido uma indicação do partido para o governo. “A escolha do Mandetta foi uma escolha dele [Bolsonaro]”, diz Maia.

O deputado afirma que o ministro está bem calçado. “Tem todo nosso apoio eu digo como sociedade, como cidadão. Como presidente da Câmara, nem se fala”, disse.

“Parece que o presidente é comentarista de seu próprio governo, tenta transferir a responsabilidade para os outros”, afirmou o demista.

Maia também mencionou o atrito entre Bolsonaro e os dirigentes dos Executivos estaduais: “Os governadores seguem a orientação do ministro indicado pelo presidente e o presidente ataca os governadores”. Os Estados têm adotado medidas restritivas para conter o coronavírus.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB-SP), principalmente, tem se colocado como voz contrária a Bolsonaro. O tucano e o presidente da República fazem 1 jogo político arriscado.