Meta diz ao TSE que tratou Lula e Flávio Bolsonaro de forma igual
TSE determinou que a empresa comprovasse o cumprimento das medidas destinadas a garantir igualdade de condições entre os dois candidatos
A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não houve desobediência nem demora no cumprimento das determinações da Corte sobre a atuação das plataformas durante a campanha presidencial de 2026.
Em manifestação apresentada ao tribunal, a companhia declarou que adota critérios iguais para os conteúdos relacionados às candidaturas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL).
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
A resposta foi encaminhada após o ministro Marco Aurélio Bellizze, relator do caso no TSE, determinar que a empresa comprovasse o cumprimento das medidas destinadas a garantir igualdade de condições entre os dois candidatos no segundo turno.
A controvérsia começou após a campanha de Lula denunciar supostas restrições à divulgação de publicações favoráveis ao petista e apontar diferenças no funcionamento da ferramenta de inteligência artificial da Meta, que teria permitido a criação de imagens relacionadas a Flávio Bolsonaro, mas recusado pedidos semelhantes envolvendo Lula. A campanha do senador também acionou a Justiça Eleitoral, alegando prejuízos na circulação de conteúdos.
Empresa apresenta medidas adotadas
No documento enviado ao TSE, a Meta afirmou que os conteúdos relacionados às duas candidaturas são tratados de maneira igualitária e sem discriminação. A companhia também apresentou informações técnicas sobre as medidas adotadas para cumprir as determinações judiciais.
Entre as providências citadas está a criação de uma lista de permissões para anúncios políticos, destinada a restringir a propaganda eleitoral paga a candidatos, partidos, federações e coligações autorizados pela Justiça Eleitoral.
A empresa também informou que, caso sistemas automatizados limitem ou bloqueiem contas de anúncios das campanhas, equipes humanas devem revisar as decisões em até duas horas.
A Meta declarou ainda ter analisado 1.204 publicações produzidas com inteligência artificial. Desse total, 720 foram retiradas do ar por não informarem o uso de IA ou de conteúdo sintético, conforme exigências da regulamentação eleitoral.
TSE determinou igualdade na distribuição de conteúdos
A decisão que motivou a manifestação da empresa foi mantida por unanimidade pelo plenário do TSE em 16 de outubro. A determinação proíbe a Meta de reduzir a distribuição de publicações eleitorais, excluir recomendações ou restringir buscas relacionadas às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro.
O descumprimento da ordem pode resultar em multa diária de R$ 500 mil. A medida busca assegurar condições equivalentes de divulgação para os candidatos até o encerramento do segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Além de apresentar os esclarecimentos, a Meta solicitou uma reunião com o ministro Marco Aurélio Bellizze para detalhar as medidas implementadas e esclarecer dúvidas sobre os documentos e aspectos técnicos dos sistemas.
Fonte: Portal AZ